domingo, fevereiro 27, 2005

Considerações

Mais que nunca isso aqui tá abandonado. Descobri que definitivamente não estou mais naquela crise de não saber o que postar. Já passei dessa fase, estou naquele estágio de querer apagar tudo e sumir do mapa. Bem, nem tanto, alguns aqui tem meu MSN e serão sempre bem vindos pra bater um papo, mas cansei de procurar o que escrever. A verdade é que o tempo passa e eu fico mais impaciente. Não sou mais a garota que começou isso aqui. Novas responsabilidades surgem diariamente e eu me vejo rompendo com vários elos do passado. Esse aqui parece ser um deles.
Isso não quer dizer que nunca mais vou voltar. Quem sabe daqui a um tempo decido começar outro blog ou então retomar esse mesmo? Como o nome sugere, sou uma contradição ambulante, não posso dizer que nunca mais farei algo porque a chance de me contradizer é grande. Mas pra mim isso aqui deu o que tinha que dar. Sabe aqueles posts interessantes do passado sobre teorias da conspiração e outras curiosidades? Pois é, passado. Não tenho mais saco de escrever sobre isso. Até converso sobre isso porque nesse ponto continuo a mesma, uma especialista em cultura inútil. Só não tenho mais saco (ou tempo) de sentar na frente do computador e escrever sobre esses temas.
Confesso, ando numa fase introspectiva onde filosofo sobre a minha própria vida, o que acaba gerando certa incompreensão. Já me chamaram de tudo. Disseram que sou fechada, fizeram suposições errôneas e as defenderam como se soubessem mais de mim do que eu mesma. Já me acusaram de ser uma alma melancólica pelos meus gostos literários e/ou musicais. A verdade é que eu não suporto a euforia (vazia) alheia como se a vida fosse boa o tempo todo, não é. Todo mundo tem seus dias de saco cheio, de revolta, onde o céu não é azulzinho. Isso, pra mim, é fuga, alienação, coisa de gente que vive em negação.
Quer dizer então que minha vida é ruim ou eterna melancolia? Não, muito pelo contrário, levo uma vida boa e cercada de pessoas que me amam. Mas não consigo deixar de lado meu senso crítico tampouco um certo cinismo que me é peculiar. Questiono tudo porque acho que viver é questionar. Se eu viver o suficiente, ainda vão me ver velha debatendo qualquer assunto e defendendo de maneira passional minhas opiniões. Eu sou assim.
Só perdi a paciência de postar aqui, depois de arrebanhar alguns leitores acabei me sentindo presa, como se tivesse que postar algo que agradasse mais aos outros que a mim. Não, isso não é transferir a culpa, ela continua só minha. Mas perdeu a graça.
Guardo minhas piadinhas para os amigos mais próximos. Reservo as infâmias e as tiradas para os bate-papos com eles, a qualquer hora, sem dia específico, no MSN. Eles sabem quem realmente sou. Então fico por aqui, me despeço...


Carla - 3:07 PM

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Razzie Awards 2005



Sim, eu sei que sumi, mas é que não sei escrever quando estou em paz. Eu preciso de alguma raiva, alguma revolta, eu preciso defender ou atacar alguma coisa com paixão pra escrever. Sem isso eu fico mais sem graça e monótona que o habitual amiguinhos. Também fiquei sem escrever por um tempo porque me vi assombrada pelo fantasma do "primeiro post". Todo mundo quer começar o ano com um post legal, otimista, bonitinho, algo nesse tom. Como nada parecia bom o bastante, me refiro a assunto, fiquei procrastinando, adiando o primeiro post do ano. Pensei em escrever sobre o Globo de Ouro, mas seria lugar comum. Pensei no Oscar e desisti pelo mesmo motivo. Foi então que me dei conta de que poderia falar de uma premiação com alguma originalidade, o Razzie Awards, a premiação do pior que a indústria cinematográfica produziu no último ano.
A premiação mais infame do cinema chega a sua 25ª edição tendo como campeões de indicações Catwoman com a Halle Berry (7 indicações) e Alexandre de Oliver Stone (6 indicações). Lógico que os premiados não irão até lá receber o troféu, framboesas douradas em cima de um rolo de filme, feito de plástico. Mas o Razzie encontrou seu espaço e já é uma "premiação" tradicional. A entrega dos prêmios é sempre na véspera do Oscar, esse ano vai ser no dia 26 de fevereiro. Assim como o Oscar, o Razzie tem uma premiação pelo conjunto da obra. No Oscar o prêmio é o de Carreer Achievement, no Razzie o prêmio é para Worst Carreer Achievement. O campeão dessa categoria é o Sylvester Stallone, premiado 8 vezes. Nesta mesma categoria já foram premiados Ronald Reagan, Linda Blair e Bruce, o tubarão de borracha usado por Spielberg em Tubarão (óbvio!). Por ser a 25ª edição do evento, resolveram fazer uma premiação especial com os piores indicados dos últimos 25 anos em algumas categorias, uma forma de comemorar a longevidade do melhor...do pior. Isso me lembra minha amiga Lou Lou. E agora chega de papo, vamos às indicações:

PIOR FILME:

- Alexandre
- Catwoman
- Bebês-Geniais 2 - Super Bebês
- Sobrevivendo ao Natal
- As Branquelas

PIOR ATOR:

- Ben Affleck (Menina dos Olhos e Sobrevivendo ao Natal)
- George W. Bush (Fahrenheit 9/11)
- Vin Diesel (A Batalha de Riddick)
- Colin Farrell (Alexandre)
- Ben Stiller (Quero Ficar Com Polly, O Âncora - A Lenda de Ron Burgundy, Com a Bola Toda, A Inveja Mata e Starsky e Hutch)

PIOR ATRIZ:

- Halle Berry (Catwoman)
- Hilary Duff (A Nova Cinderella e Raise Your Voice)
- Angelina Jolie (Alexandre e Roubando Vidas)
- Mary-Kate & Ashley Olsen (No Pique de Nova York)
- Shawn & Marlon "as irmãs Wayans" (As Branquelas)

PIOR CASAL:

- Ben Affleck & Jennifer Lopez ou Liv Tyler (Menina dos Olhos)
- Halle Berry & Benjamin Bratt ou Sharon Stone (Catwoman)
- George W. Bush & Condoleeza Rice ou His Pet Goat (Fahrenheit 9/11)
- Mary-Kate & Ashley Olsen (No Pique de nova York)
- Os irmãos Wayans vestidos ou não de mulher (As Branquelas)

PIOR ATRIZ COADJUVANTE:

- Carmen Electra (Starsky & Hutch)
- Jennifer Lopez (Menina dos Olhos)
- Condoleeza Rice (Fahrenheit 9/11)
- Britney Spears (Fahrenheit 9/11)
- Sharon Stone (Catwoman)

PIOR ATOR COADJUVANTE:

- Val Kilmer (Alexandre)
- Ah-Nuld Schwarzenegger (A Volta ao Mundo em 80 dias)
- Donald Rumsfeld (Fahrenheit 9/11)
- Jon Voight (Bebês-Geniais 2 - Super Bebês)
- Lambert Wilson (Catwoman)

PIOR DIRETOR:

- Bob Clark (Bebês-Geniais 2 - Super Bebês)
- Renny Harlin e/ou Paul Schrader (Exorcista: O Início)
- “Pitof” (Catwoman)
- Oliver Stone (Alexandre)
- Keenan Ivory Wayans (As Branquelas)

PIOR REMAKE OU CONTINUAÇÃO:

- Alien vs Predador
- Anaconda 2: A Caçada Pela Orquídea Sangrenta
- A Volta ao Mundo em 80 Dias
- Exorcista: O Início
- Scooby Doo 2: Monstros à Solta

PIOR ROTEIRO:

- Alexandre
- Catwoman
- Bebês-Geniais 2 - Super Bebês
- Sobrevivendo ao Natal
- As Branquelas

E nas categorias comemorativas...

PIOR PERDEDOR DO RAZZIE EM 25 ANOS:

- Kim Basinger (com 6 indicações no total)
- Angelina Jolie (com 7 indicações, incluindo 2 em 2004)
- Ryan O’Neal (com 6 indicações no total)
- Keanu Reeves (com 7 indicações no total)
- Ah-Nuld Schwarzenegger (com 8 indicações, incluindo 1 em 2004)

PIOR FILME DRAMÁTICO EM 25 ANOS:

- A Reconquista (2000)
- The Lonely Lady (1983)
- Mamãezinha Querida (1981)
- Showgirls (1995)
- Destino Insólito (2002)

PIOR COMÉDIA EM 25 ANOS:

- As Aventuras de Pluto Nash (2002)
- O Gato (2003)
- Fora de Casa! (2001)
- Contato de Risco (2003)
- Leonard Part 6 (1987)

PIOR MUSICAL EM 25 ANOS:

- Can't Stop The Music (1980)
- From Justin to Kelly (2003)
- Glitter (2001)
- Rhinestone (1984)
- Spice World (1998)
- Xanadu (1980)

E que vença o pior.


Novidades na adaptação do CDV

Pra quem aguarda ansiosamente a adaptação de O Código Da Vinci para o cinema, mais um nome foi confirmado. Audrey Tautou, a Amélie Poulain, será Sophie Neveu. Com isso o filme já tem seus protagonistas pois ela se unirá a Tom Hanks, que viverá Robert Langdon. Ron Howard, diretor do filme, pretende começar as filmagens em Junho deste ano.


Carla - 10:45 AM

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Feliz 2005



Autocrítica. Normalmente já uso desse artifício o ano todo pra me torturar, mas a proximidade do fim do ano sempre me faz voltar a ela, a autocrítica. Talvez seja a necessidade de avaliar meu ano, saber se fui má ou boa, se aproveitei o tempo ou fui mera expectadora da minha própria vida. Vejamos, embora não me sinta expectadora e saiba que até soube aproveitar um pouco as coisas, não posso deixar de me sentir insatisfeita. Não que o ano tenha sido ruim, não foi, mas foi uma correria tão grande, um cansaço tomando conta que faz com que fracassos tenham mais peso que sucessos.
Tirando isso, por eu ser uma pessoa "e se...", ou seja, um tipo complicado que fica se perguntando o tempo todo "e se eu tivesse feito isso e não aquilo?", fico levantando questões existenciais aqui. Fico me questionando em cada momento, cada escolha. Ultimamente tenho questionado minha habilidade de mostrar o que sinto. Sou fechada sim, fico na defensiva, pra me conhecer de verdade leva tempo e quando alguém trai minha confiança é um caminho sem volta. Me acho meio cruel e intransigente nesse sentido. Uma vez me perguntaram se perdão não fazia parte do meu dicionário. Até faz, mas não para algumas coisas.
A verdade é que eu tenho problemas pra me expressar. Não sou de ficar dizendo que gosto de A ou B, mas espero que minhas ações sejam claras o suficientes pra suprir a ausência de palavras. Por que será que é tão difícil expor o que sentimos? Pelo menos é bem difícil pra mim. Dessa falta de jeito de me expressar criei o hábito de escrever. Escrevo cartas pra mim mesma, qualquer coisa que venha à cabeça. E escondo, não deixo ninguém ler. Acho tudo uma porcaria porque sou crítica demais, critico até o que expresso, mas quem já viu alguma coisa disse que escrevo bem, quisera eu acreditar nisso.
Na verdade acho que outros expressam melhor o que sinto do que eu jamais seria capaz de pôr no papel. Sempre que penso em mim vem à cabeça os versos de Florbela Espanca que dizem "O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!". E eu exijo demais, quero demais...ás vezes tenho certa dificuldade, ok, serei sincera, tenho muita dificuldade pra aceitar algumas coisas que acontecem. Nessas horas dá vontade de pensar na oração da serenidade, que pede "serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar". Como se eu pudesse ter esse tipo de paz. Não posso, sou ansiosa mesmo.
Então me apego a Soren Kierkegaard, filósofo dinamarquês, que diz que "A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para frente". Ora, se a vida só pode ser compreendida em retrospecto não devo ficar remoendo as insatisfações de agora e imaginar que existe uma razão de ser pra tudo e que, um dia, eu vou compreender. Tentarei olhar mais pra frente. O problema é sempre esbarrar nos meus medos e incertezas, essa mania de questionar tudo que me transforma numa pessoa contraditória. O que não é ruim, mas algumas vezes pode não ser algo que conforte.
Fim de ano e suas resoluções, como se tudo pudesse ser mudado em 12 meses, como se eu pudesse mudar em 12 meses o que demorei 23 anos pra formar. Ok, ajustes, façamos ajustes, melhoremos o que temos de bom e apaguemos os erros. Mas errar não é lá tão ruim, sempre aprendemos mais com os erros do que com os acertos. Hum...indecisão, sempre você por perto, o que decidir agora? Ah, desisto, prefiro continuar assim, inconstante e contraditória. Afinal, como disse Francis Bacon "Triste não é mudar de idéia. Triste é não ter idéia para mudar".
Diante disso, o que posso eu pedir de 2005? Os mesmos clichês de sempre, saúde, paz, felicidade, etc etc etc...mas se me fosse permitido pedir algo ao universo, pediria que ele conspirasse a meu favor com maior freqüência. Obstáculos são importantes e até úteis, mas com moderação né? Que venha 2005, estou preparada pra tentar errar menos pois, pra fechar com uma citação de Camões, "Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos".
Enfim, desejo a todos um Feliz 2005. Que seja um ano com menos erros, ou ao menos erros novos. Que seja um ano divertido porque seriedade demais faz mal. Paz, saúde, amor, felicidade pra todos. Enfim, como eu disse no post do Reveillon passado, se você acredita em simpatia faça todas que tem direito, quem sabe assim o contrato é selado com o ano que vem aí? Enfim, vale qualquer coisa que transmita algo de positivo. Pule suas ondas, use as cores que achar necessário. O que vale é fazer tudo pra 2005 ser um excelente ano. E até ano que vem! :-)


Carla - 6:58 PM

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Polyester. Porque bizarro é pouco...



Esse negócio de pensar em filmes toscos e ridículos me fez lembrar de outro filme absurdo. Não sei se alguém aqui conhece, mas o nome do filme é Polyester. O título já é estranho, mas e se eu te disser que a personagem principal é uma Drag Queen fazendo papel de mulher? Pois é isso que acontece, o papel principal do filme, uma dona de casa de 136kg, é interpretado por Harris Glenn Milstead, mais conhecido como Divine.
Polyester é um filme de 1981 dirigido por John Waters, que também dirigiu Pink Flamingos, Cry Baby, Cecil Bem Demente e Mamãe é de Morte. O filme conta a história de Francine Fishpaw, uma religiosa dona de casa de 136kg casada com um dono de cinema pornô que tem um caso com sua secretária. Não bastasse isso ela tem uma filha (Lu-Lu) que dá pra todo mundo e que tem um namorado punk delinqüente chamado Bobo. O filho (Dexter) é um maníaco que ataca as pessoas pisando nos seus pés de forma violenta pra causar uma fratura . Ah, e ele só ataca mulheres de salto alto se me lembro bem. O cara ataca tanta gente que vira caso de polícia e ele fica conhecido como o Baltimore Stomper nos noticiários da TV. Pra piorar, Francine é alcoólatra e sua mãe a odeia. Ah, eu avisei que o filme é uma comédia? Antes de ficar chocado com o que escrevi lembre disso, é uma comédia. E é trash total!
Polyester é uma sátira ao american way of life, a vidinha perfeita nos subúrbios americanos. Todo mundo na família de Francine tem um problema, uma esquisitice, ela não é diferente, além de ser alcóolatra ela tem o olfato apurado. Em algumas passagens do filme ela se deixa levar pelo nariz, literalmente. Aliás, um dos slogans do filmes era "smelling is believing". Quando o filme foi lançado no cinema junto com o ingresso as pessoas recebiam um Odorama Card, ou seja, um cartão que ao raspar você poderia cheirar alguma coisa referente ao filme. Isso, dizem, tornava a experiência mais realística e ao mesmo tempo nojenta. Voltando pro drama de Francine, ela tem 2 filhos problemáticos e é abandonada pelo marido e afunda na bebida. E então ela começa a ser resgatada por sua amiga Cuddles, uma empregada retardada que ganha uma herança e fica milionária. Então ela conhece um outro homem, Todd Tomorrow, e se apaixona. Os dois começam a namorar e tudo parece melhorar na vida de Francine. Mas até que ponto isso é verdade? Aí só vendo o filme, não quero contar nada mais que o necessário.
Eu assisti esse filme por acaso. Sabe quando você está com o controle-remoto mudando de canal, tentando achar algo que preste? Pois é, foi assim que achei o filme. Quando eu vi Francine Fishpaw caída no chão perto de uma garrafa quebrada de bebida e logo depois Cuddles entrando e mandando ela se trocar porque queria fazer compras, não consegui mudar de canal. Era tudo tão bizarro que eu fiquei presa ali. Fiquei olhando pra cara da Francine e pensando que era um homem fazendo o papel...será?!? Assisti o filme até o final e peguei a revista de programação pra ver quando reprisaria, queria ver o filme inteiro e vi. Se você pensar no drama, no alcoolismo e etc não vai achar a menor graça, mas se você se permitir ser politicamente incorreto e rir das desgraças que acontecem no filme você vai rir horrores. É tão absurdo que é de chorar de rir! Esse filme foi feito pra isso mesmo, pra ser uma visão grotesca da vida de Francine Fishpaw.
E agora você pergunta, por quê o nome do filme é Polyester? Bem, quando Elmer Fishpaw abandona Francine pra ficar com Sandra Sullivan, sua secretária, lógico que ele leva a Sandra pra diminuir a Francine. Então Elmer diz que pretende gastar dinheiro com Sandra (que usa umas trancinhas tipo a Bo Derek em Mulher Nota Mil), que pretende comprar pra ela o melhor das roupas em polyester. Trash. A música-tema é de Deborah Harry, vocalista da banda Blondie.
Polyester é uma experiência interessante. Não sei se vai ser fácil de achar o filme por aí, mas rende umas boas risadas.


Carla - 2:29 PM

terça-feira, dezembro 14, 2004

Abandonado

Sim, eu sei que isso aqui anda abandonado, mas veja bem, é falta de tempo. Eu até penso em escrever alguma coisa aqui. Na verdade, tenho alguns arquivos de posts inacabados que, por serem antigos, jamais poderão ser utilizados por tratarem de épocas específicas do ano. Ou então de eventos que agora já não têm importância. Enfim, ando sem tempo e pra ser sincera, já não consigo pensar em muita coisa além dos assuntos da faculdade. Eu ando tão perturbada que até sonho com matéria de prova. Nunca desejei tanto que o Natal chegue. Natal pra mim esse ano, antes de mais nada, significa fim de provas, fim de aulas. Lógico que é uma época boa onde ficamos cercados da família e de quemnos é importante, mas o que não sai da minha cabeça mesmo é a vontade de que esse semestre acabe, até porque ele foi desastroso pra mim. Me meti numa confusão administrativa tentando mudar a decisão de uma professora e não consegui. Tudo bem que não foi bem uma derrota porque a disciplina dela vai ser excluída, ou seja, vai ser como se nunca tivesse me inscrito nela esse semestre, mas de qualquer jeito é um atraso de 6 meses.
Mudando um pouco de assunto (mas nem tanto), semana retrasada aconteceu uma coisa que me fez pensar em como títulos são ridículos. Eu fiz uma eletiva esse semestre relacionada à área de Direito Internacional Privado. O livro-base, por assim dizer, era de um dos professores da casa e uma das maiores autoridades em Direito Internacional do Brasil. Quem é da área sabe de quem se trata, até porque o livro dele é o mais recomendado. Enfim, após constatar que o livro do cara tava em falta em TODAS as livrarias de TODOS os shoppings da cidade, resolvi apelar. Decidi que iria direto na livraria da editora. Bom, a tal livraria é no Centro e quem me conhece sabe que eu tenho um péssimo senso de direção. Pra exemplificar meu péssimo senso de direção, em janeiro de 2001 eu fazia um projeto do curso pré-vestibular e todos da área de humanas deveriam assistir aula na unidade Centro. Assisti aula só 5 dias porque saíram as notas de uma outra universidade e como vi que com aquela nota seria classificada abandonei o projeto. Enfim, nesses 5 dias que fui pra lá me perdi em 3, nos outros 2 só cheguei direitinho porque encontrei uma colega de turma no caminho. Enfim, voltando à livraria. Acabou que nem fui lá, achei o livro em uma outra livraria ali perto, até bem simpática. O problema foi controlar a vontade de rir quando começaram a me chamar de doutora só porque estava comprando um livro jurídico. Se eu estivesse vestida como me visto para as audiências tudo bem, poderiam achar que já sou formada ou qualquer coisa, mas nem era o caso. Eu tava de jeans, totalmente informal, uniforme de universitário, com direito a pasta e tudo. Eu achei um exagero, eu hein...a menos que tenham me achado com cara de mais velha do que realmente sou. Humm...melhor eu largar os óculos e começar a usar lentes...Anyway, isso aqui foi mais pra dar sinal de vida.

Bom, como o último post foi sobre um filme tosco, eu pensei em seguir a linha e escrever um pouco mais sobre isso. Até escolhi o próximo filme, mas acabei ficando sem tempo de escrever, mas talvez ainda essa semana coloque aqui o outro filme. Esse sim é completamente bizarro. Apesar de ser classificado como drama, eu gargalhei horrores. É completamente surreal. Então fico por aqui, depois volto a escrever algo que preste.


Carla - 11:23 AM